O Ave Migratória

Assim como as aves migratórias precisam percorrer longas distâncias para garantir a sua sobrevivência, nós, seres humanos, precisamos viajar, conhecer culturas, lugares e pessoas diferentes. Desta forma teremos maiores possibilidades de rever nossos valores e crenças. Ave Migratória, viagens, cultura, lugares, pessoas e arte do Brasil e do mundo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Varanasi

Na última noite em Khajuraho, antes de partir para Varanasi no dia seguinte, tivemos a oportunidade de assistir um casamento indiano. A família inteira do noivo desfila pelas ruas da cidade fazendo a maior festa.



Os garotos seguram uma espécie de luminária que é alimentada por um gerador empurrado com um carrinho de mão ao fim do desfile.

O noivo, com traje tradicional da cerimônia de casamento, indo em direção à sua futura esposa que provavelmente só irá conhecer agora.

Na manhã seguinte partimos para Varanasi e ficamos em uma confortável sala de espera na estação de trem.




Varanasi é uma das cidades mais bonitas da Índia na minha opinião. O Rio Ganges é simplismente lindo, mágico e bem maior do que eu imaginava.


As contruções ao longo do rio são impressionantes, a sensação é de que voltamos no tempo, há exatos 3.000 anos quando Varanasi começou a ser construída.



Caminhando pelos Ghats, as escadarias na beira do rio, se vê de tudo, desde muitas pessoas fazendo seus rituais e orações até crianças praticando natação.





Muitas pessoas que faleceram são cremadas à beira do Rio Ganges em Varanasi por se tratar da cidade e do rio mais sagrados da Índia. Algumas famílias compram lenha, que é muito cara, para cremar seus familiares. Os que não possuem dinheiro para comprar lenha enrolam seus familiares em tecidos e flores e os atiram ao rio. Sim, você vê corpos na beira do Rio, não os fotografei por questão de respeito.
Ghats onde são praticadas as cremações nas piras funerárias.





Dando um trato às margens do rio sagrado.




No fim do dia as pessoas começam a se preparar para a Cerimônia das Luzes, um ritual de devoção ao Rio Sagrado que é praticado todos os dias desde que Varanasi foi fundada, há mais de 3.000 anos.

Indiano fazendo as lamparinas que são vendidas para serem colocadas no rio como oferenda.





Sadu preparando-se para a Cerimônia das Luzes.



A Cerimônia das Luzes é maravilhosa, sons e músicas de arrepiar e incensos que deixam o ambiente completamente perfumado.



Turistas acompanhando a Cerimônia das Luzes.





Ao final da Cerimônia, trânsito bom nas ruas de Varanasi.




Templo Budista da cidade de Varanasi. Na portaria uma pintura com as informações sobre as atrocidades praticadas no Tibet pela China. Fiquei na dúvida se era uma demonstração de revolta ou pedido de socorro.




Silêncio e enorme sensação de paz no interior do templo.






O Buddha no interior da cúpula central é enorme e lindo. A única coisa que consegui fazer foi agradecer por estar alí.



A Flor de Lótus, símbolo da pureza e da iluminação.



Passeio de barco no último dia em Varanasi presenteados com o maravilhoso nascer do sol.




Lavando as roupas à beira do rio.


Aula de yoga para crianças.



Ritual de devoção ao rio sagrado.


Hora de escovar os dentes com a areia do Rio Sagrado.


Eu acho que ví um boizinho!!!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Khajuraho

Antes de chegarmos em Khajuraho enfrentamos nosso primeiro e maior susto na Índia, os trens. Quando se chega na estação a impressão é de se estar completamente perdido. Muita gente, trens chegando a todo momento e você como louco procurando a sua plataforma e seu vagão.


Mesmo comprando passagens para a primeira classe com ar condicionado, quando encontramos nosso vagão tive a certeza que eu estava no trem errado, até o responsável pelo trem confirmar nossos lugares. Os trens de primeira classe com ar condicionado possuem poltronas que viram beliches com uma cortina para você dormir. Se você ver alguma coisa correndo pelo chão, fique tranquilo, é apenas um rato.



No decorrer das nossas viagens de trem pela Índia acabamos nos acostumando, afinal de contas percorremos 10 cidades em 27 dias. Depois de perdermos o olhar ocidental para as coisas acabamos curtindo estas viagens mesmo sendo muito cansativas.


Depois da viagem de trem ainda pegamos um taxi que leva aproximadamente dua horas para se chegar em Khajuraho. Cidade muito pequena, com pouca infra-estrutura e muito quente, um calor perto dos 48 graus. Em Khajuraho pode se fazer tudo a pé inclusive visitar a principal atração da cidade, o grupo de templos de Khajuraho.


Os templos se localizam dentro de um belo parque e quando foram encontrados eram 25, hoje são 11. O horário ideal para se visitar o parque é após às 15h por causa do calor. Como o parque fica aberto até às 19h, você terá tempo de admirar a beleza e grandiosidade destes templos mundialmente conhecidos pelas esculturas do Kama Sutra.


Difícil imaginar como estes templos foram esculpidos em pedra há mais de 1.000 anos.






As mundialmente conhecidas esculturas do Kama Sutra.








O conjunto de templos de Khajuraho é um lugar para ser visitado com calma, observando-se todos os detalhes desse Patrimônio da Humanidade.


Ao final do dia, o pôr do sol é um presente oferecido pelos Deuses que fica gravado na mente e no espírito.